As pessoas que se colocam como vítimas, ou gostam desse papel de vítima, nas relações ou nas situações interpessoais em geral, costumam ser personagens mais da linhagem egoísta, ou seja, pessoas que têm pouca tolerância para frustação e contrariedade e que usam, inclusive, esta condição em que elas se colocam (de vítima) para tentar gerar e usufruir de algum benefício.
Têm sempre o dedo apontado para fora, tudo que acontece de errado é culpa de alguém externo. Nada, nunca, é responsabilidade dela. (...)
Gostam de evocar o passado, tudo que possa ter sido objeto de mágoa, trauma, sofrimento na infância, adolescência. (...)
Elas têm um caderninho preto onde deixam registrado todas as coisas equivocadas que possam ter sido feitas para elas (...)
Ao longo de toda a vida passada. Guardam isso não como mágoa ou rancor, mas como instrumento para obter poder e força sobre o seu interlocutor. (...)
É sempre vítima do destino, vítima do passado, vítima das situações e dos eventos atuais, posto que tudo depende efetivamente de responsabilidade externa, nunca assume para si qualquer tipo de responsabilidade.
Se ficamos com pena, a gente vai lá e faz a vontade do cidadão, que é exatamente o objetivo pretendido.”Somos todos vítimas. Vítimas de acidentes, doenças, roubos, traições, decepções.
A diferença é o que cada um vai fazer disso. E tirar vantagem da própria posição de vítima, é indiscutivelmente degradante.
Flavio Gikovate

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